Quando eu criei o protocolo de glúteo e coloquei exercício de costas dentro, a mulherada ficou maluca comigo. Depois entenderam.
A reclamação foi geral. Que eu tinha errado o arquivo, que era pra ser glúteo e tinha costas no meio.
Aí eu expliquei. O glúteo empurra o quadril pra frente. Pra ele empurrar, alguma coisa precisa ficar parada, e essa coisa é o teu tronco.
Tronco mole, o quadril foge, a lombar entra no lugar do glúteo, e você termina a série com dor nas costas e o glúteo intacto. É por isso que tem gente fazendo elevação pélvica há dois anos e sentindo tudo, menos glúteo.
Deita de costas, joelho dobrado, pé no chão. Tira um pé do chão e estica essa perna. Agora sobe o quadril só com a perna que ficou apoiada, até o corpo ficar reto, e desce sem encostar.
Conta quantas você faz até o quadril começar a cair ou a lombar tomar conta. Sem pressa e sem contar as feias. Depois troca de perna.
Não é a lista de exercícios que muda o resultado. É a ordem.
Esse teste te dá um número. O que ele não te diz é por que um lado ficou pra trás. Pode ser força, pode ser quadril travado, pode ser um tornozelo que não deixa o pé apoiar direito. Cada um pede um caminho diferente.
Aviso. Conteúdo educativo de treino, não é diagnóstico. Diferença pequena entre os lados é normal em todo mundo. O que vale acompanhar é diferença grande, ou diferença que vem junto com dor.